O livro da francesa Olivia Gazalé ( cientista  política e filosofa) ” Le Mythe de la Virilité- um Piege pour les Deux Sexes” procura entender  como a dominação masculina foi fabricada moldando a sua virilidade extrema e colocando a mulher em uma posição de subalternidade/inferioridade

Reconhecemos que o movimento hastag # Me Too provocou  uma mudança significativa ao colocar um novo paradigma  na relação entre os sexos. Enfrentar os estereótipos sejam femininos e masculinos é uma tarefa que se coloca  com urgência  mesmo diante dos sérios  desafios  que o contexto conservador se empenha em manter  como o modelo da família patriarcal  e das relações sexuais. A emancipação feminina , cada vez mais atuante e difusa  veio perturbar o mundo do trabalho e principalmente o espaço politico. Vivemos um paradoxo onde a força (  a virilidade ) perdeu o valor, embora  a violência é perpetuada  e valorizada.

O caso da violência ( massacre) praticado por dois ex-alunos da escola de Ensino Fundamental e Media, Suzano em  São Paulo( 13/03/2019)  evidencia a exacerbação  de uma virilidade como performance de uma  masculinidade  que ser quer alcançar, o  estereotipo de heroísmo e de poder exacerbado que é constantemente resignificado ,  incentivado. Os jogos, GTAs são um exemplo de como crianças e jovens são estimulados para esse desempenho.  Lamentamos o trágico incidente e insistimos que uma educação de qualidade passa pelo entendimento das relações de Gênero que  permeia todos os espaços da vida social e que no momento  assume um caráter politico , apesar das resistências dos governos e de partidos políticos conservadores.  .

Olivia Gazalé

Guilherme Taucci faz pose igual à do personagem Tate, da série ‘American Horror Story’, que é uma referência aos atiradores de Columbine (Facebook/Reprodução/FX Networks/Divulgação)