Internacionalização do LIEG: experiência de intercambio com o argentino José Ignacio Sosa.

Entre os dias 7 e 21 de maio, o Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero (LIEG) contou com a presença de José Ignácio Sosa como intercambista da Argentina, que veio para a Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) para conhecer o nosso trabalho e nossos membros para tornar a sua dissertação de mestrado, que é focada em gênero, mais rica em referências, reflexões e conteúdo de análise. O estudante participou de reuniões e das atividades da disciplina de pós graduação ministrada pela professora Lídia Possas, assim como diversas atividades no campus, como cursos e assembleia. Segue um depoimento de Ignacio Sosa sobre a sua experiência e vivência neste período de trocas e aprendizagem:

“Meu nome é José Ignacio Sosa, sou contador público e atualmente mestrando em Planejamento e Gestão das Relações de Trabalho, na área da Faculdade de Ciências Econômicas da UNNE. Minha pesquisa de mestrado aborda a participação feminina em cargos gerenciais no INTA, analisando questões relacionadas à gênero, gestão e desigualdades no âmbito institucional.
Tenho interesse em temas vinculados à gestão de pessoas, relações de trabalho, administração pública e estudos de gênero no mundo do trabalho, buscando compreender os desafios e avanços na participação das mulheres em espaços de liderança.
Participar das atividades do LIEG/UNESP representa uma experiência muito enriquecedora para minha formação acadêmica e profissional, além de uma oportunidade valiosa para trocar conhecimentos com os pesquisadores e integrantes do grupo.

Recebi a convite para me candidatar ao programa AUGM juntamente com todos os meus colegas do mestrado. Desde o primeiro momento, considerei que se tratava de uma oportunidade valiosa para ampliar minha formação acadêmica, fortalecer vínculos institucionais e enriquecer minha pesquisa. Entre os estudantes da turma, fui o único que demonstrou interesse em seguir adiante com a candidatura e assumir o desafio de construir essa experiência internacional.

A partir dessa decisão, iniciei a busca por contatos acadêmicos em universidades parceiras, priorizando pesquisadoras e grupos de estudo que trabalhassem com temas relacionados ao meu projeto de dissertação. Meu objetivo era encontrar um espaço no qual eu pudesse dialogar com especialistas, aprofundar referências teóricas e conhecer experiências que contribuíssem diretamente para o desenvolvimento da minha pesquisa. Esse processo exigiu dedicação, leitura prévia das linhas de pesquisa e envio de mensagens apresentando meu percurso acadêmico e meus interesses investigativos.

Foi nesse contexto que encontrei a professora Lidia Possas, cuja trajetória acadêmica e produção intelectual apresentavam grande proximidade com o tema que venho estudando. Gentilmente, ela respondeu ao meu contato, demonstrou interesse pela proposta e ofereceu apoio à minha candidatura. Sua receptividade foi fundamental para que o processo avançasse e para que eu pudesse concretizar a possibilidade de realizar essa mobilidade acadêmica.

Como resultado desse percurso, tive a oportunidade de vir ao LIEG – UNESP por quinze dias, vivenciando uma experiência extremamente enriquecedora. Durante esse período, pude conhecer os integrantes e pesquisadores do laboratório, trocar conhecimentos, conhecer novas perspectivas de pesquisa e fortalecer minha trajetória acadêmica. Mais do que uma estadia temporária, essa experiência representa um passo importante no meu desenvolvimento como pesquisador e na consolidação de redes de cooperação internacional.”

Abaixo, fotos dos atuais orientandos da professora Lídia Possas e membros do LIEG na nossa sala no campus II da UNESP de Marília, e em confraternização após o encontro.

Nós do LIEG agradecemos a presença e o interesse de Ignacio pelo nosso trabalho, e seguimos abertos para novos estudantes. A internacionalização e parcerias diversas é um dos pilares do nosso trabalho, buscando sempre nosso compromisso com excelência e divulgação científica.

Campanha Unesp Sem assédio

Ontem, dia 07 de maio, ocorreu o lançamento da campanha “UNESP Sem assédio – sem medo, sem impunidade”, que contou com a presença de toda a comunidade acadêmica unespiana e teve como objetivo marcar o início de uma série de ações que serão desenvolvidas em todos os campi da Unesp, tendo como objetivo sensibilizar e mobilizar a comunidade acadêmica para o enfrentamento ao assédio moral e sexual na universidade.

A campanha propõe “um espaço de informação e reflexão sobre as diferentes formas de assédio, suas consequências para as pessoas vitimadas e as responsabilidades institucionais no combate a essas práticas, reafirmando o compromisso da Unesp com um ambiente ético, seguro e respeitoso para todas as pessoas”.

Um dos destaques do evento foi a fala inicial da Reitora Profª Maysa Furlan, que pode ser lida a seguir:

Lançamos hoje a campanha “Unesp Sem Assédio – Sem medo, sem impunidade: o assédio não tem lugar em nossa universidade”, mais um passo nos esforços da Unesp para a construção de um ambiente acadêmico ético, seguro e inclusivo.

O assédio é uma violência que se manifesta de diferentes maneiras pode ser moral, sexual,  incluindo o bullying. Pode acontecer em diferentes posições hierárquicas e em diversas situações. Mas SEMPRE é uma violência e sempre é inadmissível.

Em 2022 demos um passo importantíssimo ao instituir a PORTARIA UNESP Nº 68, DE 26 DE JULHO. Trata-se de uma Política Educativa de Enfrentamento ao assédio moral, assédio sexual, importunação sexual, formas de discriminações e preconceitos em relação à origem, cor, gênero, orientação sexual, religião ou crença, nível sócio-econômico, condição corporal física ou psíquica no âmbito da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP.

Esta portaria tem como linhas gerais:

I – respeito à dignidade humana;

II – estabelecimento de clima institucional pautado por princípios concernentes aos Direitos Humanos, e valores éticos e democráticos visando, o respeito às diversidades humanas;

III – formação dos membros da comunidade interna, obrigatória para pessoas envolvidas em atividades de gestão na universidade, por meio de seminários, palestras, oficinas e outras atividades voltadas à discussão e à sensibilização para os Direitos Humanos, inclusão social e temáticas à eles subjacentes relacionadas às diversidades humanas e ao melhor convívio com as diferenças;

IV – elaboração de materiais informativos e realização de eventos e campanhas de comunicação a respeito dos temas: assédio, discriminação, preconceitos, inclusão social, diversidades e questões identitárias e Direitos Humanos.

Esta portaria cria o Acolhe Unesp como parte da Política Educativa de Enfrentamento à Violências na Universidade. O Acolhe funciona como um centro de apoio e ajuda a vítimas de práticas violentas, tais como assédios e preconceitos. O objetivo principal do Acolhe Unesp é garantir um canal seguro e eficaz para auxiliar vítimas de violências, que em geral estão em sofrimento ou em condição de fragilidade. Esse auxílio ocorre por meio da Comissão Central de Acolhimento, vinculada à Ouvidoria Geral da Unesp e que segue o protocolo de confidencialidade do órgão. No âmbito do Acolhe Unesp, a pessoa é orientada sobre medidas protetivas e encaminhamentos possíveis nas esferas acadêmica, médica, social e/ou jurídica.

Na perspectiva formativa foram produzidos cursos sobre Direitos Humanos, Diversidade Sexual, Diversidade Etnico-racial, Capacitismo e inclusão e enfrentamento a LGBTfobia ofertados a toda a comunidade acadêmica. Foram produzidas cartilhas de enfrentamento ao assédio disponibilizadas online e impressas também.

Anualmente, são realizados pela CAADI,  Fórum Permanente “Diversidade, Equidade e Direitos Humanos na Universidade” que reúne estudantes, pesquisadores e setores da sociedade para discutir questões polêmicas de nossa sociedade. A CAADI, desde sua criação, em 2022, vem realizando campanhas sobre assédio, preconceitos e discriminações.

A Campanha Unesp sem assédio insere-se na linha de ação definida pela Portaria que prevê o estabelecimento de clima institucional pautado por princípios concernentes aos Direitos Humanos, e valores éticos e democráticos visando o respeito às diversidades humanas. O clima institucional pretendido só se realiza em um ambiente livre de assédios. Estudo, pesquisa, relação com a sociedade, gestão concretizam a universidade e a excelência destas ações dependem de relações interpessoais, grupais, institucionais pautadas pelo respeito e no reconhecimento da dignidade de todas as pessoas. Por isso, o assédio é sempre inadmissível.

Esta campanha entende que o clima institucional livre de assédios, preconceitos e discriminações depende de informações, formações, escuta e ações de enfrentamento.

As ações que integram esta campanha:

  1. Informação sobre assédios e bullying
  2. Divulgação dos canais de denúncia e acolhimento
  3. Escuta de estudantes, docentes e funcionários de cada campus

Em cada campus da Unesp a Campanha estará presente para ouvir quais são os principais problemas identificados por cada segmento (estudantes, docentes e funcionários) e quais as ações que sugerem para seu enfrentamento. Buscamos o diálogo e a percepção dos grupos para repensar as relações na instituição visando estabelecer um clima ético e de respeito e segurança para as pessoas.

Esta não é uma ação isolada. O assédio afeta a todas as pessoas, por isso, seu enfrentamento depende de cada um de nós atuarmos conjuntamente. Desde já pedimos que os campi se organizem para os debates que acontecerão. A campanha é de todas as pessoas que fazem a Unesp.

Nós do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero/LIEG temos nos debruçado sobre a questão da violência de gênero, racismo e LGBTQIA+fobia com pesquisas que vão desde a iniciação científica até o doutorado, sempre realizando atividades pedagógicas e acadêmicas que visam fortalecer o enfrentamento e a prevenção a estas formas de violência. Consideramos de extrema importância ações institucionais como esta campanha, que formaliza esta luta como sendo de todos, todas e todes, e oferece ferramentas para medidas educativas, de acolhimento e de denúncia.

Maiores informações sobre a campanha e suas ações podem ser encontradas nos sites da Unesp, da CAADI e da Ouvidoria. O evento de lançamento da campanha pode ser assistido pelo Youtube no link a seguir:

Lançamento da campanha “UNESP Sem assédio – sem medo, sem impunidade: o assédio não tem lugar em nossa universidade”

Nós do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero – LIEG, em conjunto com a reitoria da UNESP e a Coordenadoria de Ações Afirmativas e Diversidades (CAADI) convidamos todas, todes e todos para o evento de lançamento da campanha “Unesp Sem Assédio – Sem medo, sem impunidade: o assédio não tem lugar em nossa universidade” tem como objetivo sensibilizar e mobilizar a comunidade acadêmica para o enfrentamento ao assédio moral e sexual na universidade.

A atividade propõe “um espaço de informação e reflexão sobre as diferentes formas de assédio, suas consequências para as pessoas vitimadas e as responsabilidades institucionais no combate a essas práticas, reafirmando o compromisso da Unesp com um ambiente ético, seguro e respeitoso para todas as pessoas”.

O evento, que ocorrerá em São Paulo, também terá para a exibição ao vivo no Anfiteatro da FFC, no dia 07 de maio, às 16h30 (assim como nos demais campi da UNESP).

Inscreva-se no QR Code na imagem ou no link abaixo com antecedência e assine a lista de presença no dia do evento para receber o certificado:

https://eventos.faac.unesp.br/unespsemassedio2025/

Defesa de mestrado – Giovanna Bem Borges

No dia 27 de setembro de 2024, Giovanna Bem Borges, pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de estudos de gênero – LIEG, defendeu sua dissertação de mestrado, sob orientação da Profª Drª Lídia Vianna Possas, coordenadora do LIEG, desenvolvida na Linha 2 do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp de Marília – FFC. Tivemos na banca a presença da Profª Drª Manuela Trindade Viana, da Universidad Javeriana de Bogotá, Colômbia, e da Profª Drª Cristina Wolff, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Segue abaixo um resumo do trabalho cedido pela autora, assim como fotos do evento e link para o repositório de teses:

A Segunda Guerra Mundial é um dos acontecimentos mais estudados do século XX. Entretanto, como aponta Svetlana Aleksiévitch (2016a), a maior parte do que conhecemos sobre a guerra foi escrito por homens e para homens, que a consideram implícita ou explicitamente como um fenômeno masculino por excelência. Dessa forma, essa pesquisa pretende explorar o trabalho de Aleksiévitch, “A Guerra Não Tem Rosto de Mulher” (2016a), com o intuito de pensar as relações de gênero na União Soviética a partir dos testemunhos das mulheres que serviram no front. O referencial teórico utilizado são os estudos de gênero na perspectiva de Raewyn Connell e Rebecca Pearse (2015) e a técnica para a organização dos dados é a análise do discurso baseada principalmente em Mikhail Bakhtin (2002; 2016). Em suma, ao priorizar as experiências e os testemunhos femininos em seu trabalho, Aleksiévitch não só desafiou a narrativa oficial da guerra, mas também questionou em alguma medida as relações de gênero soviéticas ao deslocar os marcos interpretativos do passado para outras questões e outros sujeitos, uma disputa política que tem repercussões até hoje no leste europeu. Contudo, embora seu projeto seja em vários sentidos inovador, ele se inscreve em um momento histórico no qual as disputas em torno da memória estavam subordinadas em alguma medida a um conflito maior em torno das metanarrativas da nação. Desse modo, frequentemente há uma dissociação entre a história que Aleksiévitch quer contar e história que suas interlocutoras desejam contar. Além disso, o ativismo da jornalista pela paz também implicou frequentemente em visões de gênero essencialistas que tinha como intuito questionar o ideal monolítico de nação, no qual em grande parte suas interlocutoras ainda se viam, embora não sem conflitos e contradições. Por isso a importância de entender o discurso através de seu aspecto dialógico. Ainda que Aleksiévitch tivesse o intuito de tirar essas mulheres da invisibilidade e dar um espaço para que elas pudessem discutir suas memórias livremente, sua tentativa de negar a guerra como uma experiência de valor implicou na adoção consciente ou inconsciente de estereótipos empregados no pós-guerra com o intuito de “desarmar” as mulheres do front, tanto simbólica como literalmente.

A dissertação já encontra-se disponível no Repositório Institucional da UNESP, no link https://repositorio.unesp.br/items/ecbb4229-7208-497b-aec7-db4e5b17f2a6.

Nós do LIEG parabenizamos a Giovanna por essa conquista, e agradecemos a troca e o aprendizado nesses anos de parceria.

Falar de assédio: por que não?

Arte por Prakash (https://dribbble.com/shots/3509561-Women-Harassment)

Ao longo dos últimos dias, acompanhamos a movimentação e reverberação de notícias sobre o então Ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania Sílvio de Almeida, acusado de assédio moral e sexual (através de denúncias anônimas, tornadas públicas através de nota ONG Me Too), o que levou a sua demissão. As denúncias serão apuradas em processo investigativo.

Nós do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero (LIEG) nos debruçamos sobre a questão do assédio de forma política e acadêmica desde 2014. Observamos que neste caso, a visibilidade e cargo público de alto escalão do governo mobiliza diversas questões, como as subjetividades testemunhais que estão nesse cenário complexo e de interesses políticos de toda natureza ideológica. Como pesquisadores da temática no âmbito acadêmico, acreditamos que todas as versões circulantes devem ser levadas em consideração, evitando privilegiar os sectarismos que estão ocupando as mídias digitais.

Práticas de assédio nas instituições vem sendo cada vez mais visibilizadas, e o debate se fortalece através de importantes pesquisas que estão sendo realizadas sobre o tema. Porém, as denúncias ainda encontram dificuldades para serem ouvidas e registradas. As universidades brasileiras, nosso campo de estudo, ainda carecem de ferramentas efetivas de prevenção, acolhimento e enfrentamento com maior agilidade devido a uma estrutura burocrática, que mantém as denúncias em um processo de circularidade, impedindo tomadas de decisões mais ágeis e acolhimentos mais efetivos. Prevalece a hierarquia das instâncias apuradoras, o que resulta em processos longos de decisão. Nossa pergunta é: Por quê?  Para conciliar interesses e relações de poder? Convidamos os leitores a refletir conosco sobre todas as nuances, interseccionalidades e interesses envolvidos nesse e em outros casos semelhantes nos nossos comentários.

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2024/09/06/ministro-silvio-almeida-demissao.ghtml: Falar de assédio: por que não?

Divulgação – material de enfrentamento a todas as formas de violência no âmbito universitário – Ouvidoria Geral – UNESP

Com intuito auxiliar na recepção dos/as/us ingressantes e no fortalecimento do combate ao trote e às violências, a Ouvidoria Geral da UNESP disponibilizou o folder da Ouvidoria da Unesp atualizado, com o ano de 2024. Este folder apresenta informações muito importantes, como as formas de contato com a Ouvidoria Geral, a apresentação do que é a ouvidoria, o que é a Comissão Central de Acolhimento às Pessoas Vítimas de Violência (Acolhe Unesp), e a Resolução 86/1999, que proíbe o trote. Vale destacar que neste folder contém QRcodes que direcionam para conteúdos fundamentais: a página da “Ouvidoria”; da “Caadi”; do “Acolhe Unesp” e do “Guia de Enfrentamento ao Assédio”.

Nós do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero/LIEG apoiamos a medida da Ouvidoria Geral e acreditamos na importância desse material para enfrentar as diversas violências que ainda se perpetuam na universidade.

Na galera, imagens do material que será amplamente distribuído e divulgado.

Roda de conversa “Assédio nas festas universitárias”

Em parceria com os Centros Acadêmicos e representações discentes dos cursos de Ciências Sociais, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Relações Internacionais, Pedagogia, Biblioteconomia e Filosofia, convidamos a comunidade discente para uma roda de conversa sobre assédio em festas universitárias com a participação das pesquisadoras Bruna Oliveira e Beatriz Labadessa do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero – LIEG.

Obs: Haverá lanche no evento!

Data: Terça-feira – 10/10/23;
Horário: 19h;
Local: sala 12 do prédio velho
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“A luta feminista no espaço acadêmico: pesquisas qualitativas, diagnósticos e novos saberes” – presença da professora Flor de María Solís

Cartaz de divulgação da atividade

O Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero/LIEG vem desenvolvendo ao longo do primeiro semestre de 2023 a atividade extensionista “A luta feminista no espaço acadêmico: pesquisas qualitativas, diagnósticos e novos saberes” em parceria com o GT Gênero/ANPUH São Paulo, IPPMar e universidades convidadas. Já tivemos a presença de:

  • Professora Lídia Possas (UNESP-FFC), coordenadora do Laboratório, apresentando a proposta da atividade, no dia 20 de abril de 2023;
  • Professora Simone Capellini (UNESP-FFC), discutindo “Pesquisa e comissão de ética na área das humanidades”, no dia 4 de maio de 2023;
  • Professor Thiago Ávila (UniCEUB), que nos apresentou seu artigo “O desenvolvimento da criminologia feminista no Brasil” no dia 18 de maio de 2023;
  • Professora Emília Barbosa (University of Science and Technology – Missouri/USA), que nos dias 1 e 8 de maio nos trouxe a discussão sobre o livro The Feminist Killjoy, novo livro da autora Sara Ahmed.

Na última quinta-feira, dia 15 de junho, tivemos a presença da professora Flor de María Gamboa Solís, professora e pesquisadora na Faculdade de Psicologia da Universidade Michoacana de San Nicolás de Hidalgo, no México, onde é também coordenadora da Red de Enlaces Académicos de Género. Desenvolve um trabalho investigativo a partir da articulação do feminismo e da psicanálise para documentar, estudar e teorizar os processos de produção e reprodução das desigualdades que se originam na diferença sexual. A professora Solís está particularmente interessada na questão da violência de gênero, bem como na investigação das formas discursivas que modelam negativamente a sexualidade feminina e reproduzem estereótipos de gênero em espaços públicos e privados.

Na atividade, fizemos a discussão do seu artigo “Acoso sexual em la Universidad: de protocolos y protocolos”, que apresenta uma reflexão feminista sobre assédio sexual nas universidades, com base na análise da aplicação do Protocolo contra a violência de gênero na Universidade Michoacana de San Nicolás de Hidalgo (2017), para mostrar que os protocolos só podem servir às autoridades universitárias como “rótulos” de responsabilidade social e moralidade, podendo até ser encarados como um desafio para os agressores e não como proteção para as pessoas afetadas.

A presença da professora Flor de Maria Solís fortalece dois dos compromissos fundamentais do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de gênero/LIEG: a interdisciplinaridade e também a criação de parcerias internacionais. Como coloca nossa coordenadora, Lídia Possas, o diálogo transnacional fortalece o enfrentamento da violência de gênero na universidade, assumindo uma política educacional e pedagógica que toma corpo e propõe ações e medidas de prevenção, enfrentamento e acolhimento frente à todas as formas de violência. É responsabilidade nossa acreditar, investir para erradicar.

Segue abaixo uma galeria de fotos do encontro:

Participação do LIEG no congresso da LASA 2023

O Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero LIEG/UNESP participou do Congresso da LASA 2023 (Latin American Studies Association), com o tema “América Latina y el Caribe: Pensar, representar y Luchar por los Derechos da LASA”, realizado entre os dias 23 e 27 de maio, em Vancouver, no Canadá, de forma híbrida. A proposta para a nossa participação foi através de um painel com a temática: “Ativismos Estudantis na UNESP-MARÍLIA: Queixa e Escuta como Pedagogia Feminista”, com as seguintes participações:

  • Beatriz Jorge Barreto, graduada em Ciências Sociais pela UNESP/FFC com o  trabalho “Escuta feminista e a revelação de violências invisíveis: análise dos movimentos estudantis na UNESP/Marília”;
  •  Beatriz Labadessa de Oliveira e Bruna Silva Oliveira, graduandas em Ciências Sociais pela mesma universidade, com os trabalhos intitulados, respectivamente, “Enfrentar o assédio, a presença da diversidade no espaço acadêmico: reclamar, captar histórias a partir de uma pedagogia feminista” e “Enfrentamento de Violência de Gênero na Universidade: situações de assédio e parcerias necessárias para além das fronteiras”;
  • Maria Inês Godinho, Dra. em Ciências Sociais pela UNESP como chair e session organizer com o trabalho “Ativismo ‘estraga-prazeres’ nas plataformas digitais: os coletivos universitários contra o racismo e a violência de gênero – USP/UNESP e UNICAMP”.

 O painel foi mediado pela Coordª.do LIEG/UNESP, Prof.ª Lidia Possas, membro da Gender and Feminism Sections da LASA.

A participação no evento fortaleceu nossa inserção transnacional, possibilitando ampliar espaços de diálogo com as universidades e pesquisadoras parceiras, além da divulgação das nossas pesquisas.

Agradecemos à LASA, especialmente a Gender and Feminism Sections pelo convite e a possibilidade de participação no congresso às Profª. Maria Emília Barbosa/Missouri University e a Profª. Castriela Hernández Reyes /University Massachusetts-Amherst.

Segue abaixo fotos do evento e do nosso painel.

Abertas as inscrições para atividade extensionista do LIEG – 1° semestre de 2023

Convidamos a todos, todas e todes a participar da atividade extensionista A luta feminista no espaço acadêmico: pesquisas qualitativas, diagnósticos e novos saberes” do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero (LIEG/UNESP-Marília), nesse primeiro semestre de 2023, em parceria com  Instituto de Políticas Públicas de Marília (IPPMar) e do GT-Gênero (Anpuh-SP).

Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero/LIEG/UNESP,  nesse 1º Semestre de 2023, propõe prosseguir na luta feminista dos estudos de gênero  que venham  ampliar as  discussões teóricas, explorando as dinâmicas da(s) existência(s) em relação ao enfrentamento da violência de gênero, do racismo, da LGBTQIA+fobia e  pontuando as formas e situações de “assédio” que emergem nas instituições de Ensino Superior, principalmente na América latina. Nos empenhamos em construir espaço de diálogo permanente com pesquisadoras(es) visando estabelecer parcerias que se preocupem em conhecer as práticas e avanços jurídicos recentes, as demandas de minorias sociais – que hoje correspondem à maioria numérica nas universidades – os movimentos sociais e de mulheres para compreender como e por que as formas de violência de gênero, de segregação e preconceitos são permanências em nossas instituições e na academia.
Temos como objetivo compartilhar com as/os participantes as questões relacionadas às temáticas apontadas e discutir  a  produção de conhecimento no campo dos estudos de gênero e da oralidade que vem se adensando  em uma perspectiva interdisciplinar e interseccional com  áreas afins.

Este é o formulário de inscrição para quem desejar participar das reuniões que ocorrerão no formato híbrido (GoogleMeet e Sala 5 do prédio novo da FFC), quinzenalmente, às quintas-feiras, das 14h30 às 17h. As atividades estão previstas para iniciarem no dia 20/04/2023 e acabarem no dia 27/07/2023.

Será emitido certificado para aqueles/as que comparecerem em pelo menos metade dos encontros (50% ou mais de presença), sendo  o total de 16 horas.

https://forms.gle/QWUQqdtgeDwH5gvJA