Vivemos a naturalização da cultura da violência, sendo a “violência domestica” um dos crimes que afetam diretamente a vida de milhares de mulheres. O Ligue 180, em 2016, informou que obteve 58 mil relatos de violência domestica, um aumento de 133% frente ao ano passado. O Data Senado em um pesquisa evidenciou que 27% dos casos a agressão/agressor não sofrem nenhum tipo de punição ou processo. O medo, o receio de falar é um dos motivos recorrentes dai o empenho dos movimentos sociais e feministas para organizar discussões que aproximem as mulheres vítimas desse atos e as levem a denunciar.
Democracia e a esperança de uma vida com mais tolerância para com as diferenças!
Não ficamos omissxs diante dos constrangimentos e das agressões enfrentadas pela filosofa e feminista Judith Butler em sua passagem pelo Brasil (Seminário ” Os fins da democracia”- SESC/ Pompéia – SP) .Os defensores da ” ideologia de gênero” evidenciando total ignorância e de forma acrítica, lideraram um movimento que para nós subverteu a noção da ética, da dignidade e o respeito pelas diferenças sexuais e da violência de gênero cotidiana que expõe o feminicídio com alarmantes estatísticas. Desconhecem os pressupostos científicos que autora vem defendendo. desde um dos seus livros lançado em 1989, ” Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade”,( Civ. Brasileira) onde colocou uma questão primordial:” os significados do masculino e do feminino são determinados pelas instituições da família heterossexual e da ideia de nação que impõe uma noção conjugal do casamento e da família? E continua: Como inserir famílias queers, travestis que possuem outras formas de convívio e afeto? Sua resposta vai ao encontro da democracia que defendemos: ” encontramos apoio e afeto através de muitas formas sociais, incluindo a família que possui estrutura, significado e formação histórica que se transformaram ao longo do tempo e do espaço.
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/11/1936103-judith-butler-escreve-sobre-o-fantasma-do-genero-e-o-ataque-sofrido-no-brasil.shtml
Arqueólogas Brasileiras criaram o Zine Feminista : situações e agressões levam a denunciar
Após vários desafios e casos silenciados arqueólogas brasileiras criaram um Zine Feminista para enfrentar casos de assedio sexual , constrangimentos no trabalho de campo. Como elas mesma ressaltam ” Se para você as agressões ficam em campo, para nós elas se prolongam para a vida! Mesmo que as opressões físicas sejam mais facilmente reconhecidas, freqüentemente outras formas são invisibilizadas ou naturalizadas e passam por piada, mérito pessoal, coisa “à toa” e até “cavalheirismo”
É a forma de resistência e de luta de mulheres cientistas para alertar, e apoiar estudantes e pós graduandas que vão à campo e enfrentam uma seria de situações de assedio praticados por pesquisadores. Trata-se do espaço acadêmico e cientifico onde as relações de gênero , de poder permanecem colocando as mulheres em situação de subalternidade.
https://arqueologiaeprehistoria.files.wordpress.com/2015/10/souza-et-al-2015-zine-sobre-o-machismo-e-a-arqueologia.pdf
Por que os índices de desigualdade de gênero despencaram???
Pesquisa realizada pela Fórum Econômico Mundial (WEF) em entre 144 países evidenciaram uma queda dos índices de igualdade entre homens e mulheres. Foram tomados como critérios .os quesitos: saúde e sobrevivência, participação e oportunidade econômica, realização educacional, e empoderamento político.
O Brasil caiu para o 90ª no ranking . Comparado com os demais países da America latina a Nicarágua manteve a sua 6ª posição.
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/11/1932301-indice-de-igualdade-de-genero-no-mundo-tem-primeira-queda-em-11-anos.shtml
Preservando as nossa Igrejas Historicas
Incrível trabalho de preservação do Patrimônio Histórico e de uma Memória “monumento” como as igrejas brasileiras. Elas traduzem o sentido da crença, porém podemos ir mais longe ao perceber nas construções idealizadas , o sentido da vida, das experiências de indivíduos que as idealizaram . Sua presença nos permite ver os valores e os comportamentos exigidos de uma sociedade de além mar.
Lançado o documentário “Primavera pelo direito ao corpo e à vida das mulheres”. que traz uma historia do feminismo no Brasil
Uma iniciativa da Sempreviva Organização Feminista /SOF que tem Maria Baderna Filmes e a Fundação Heinrich Böll Cone Sul.
Compõe o curta metragem que mapeia as feministas ativistas, os blocs, mulheres dos movimentos em uma reflexão coletiva sobre o conservadorismo e as experiências feministas . Envolveu mais de 500 mulheres do sul do Brasil, do Uruguai e da Argentina, durante a 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres e envolveu 500 mulheres .
O evento terminou em 28 de setembro, sendo o Dia Latino-americano e Caribenho de Luta pela Legalização do Aborto. Foram muitos os debates que enfatizou ser a luta feminista pela autonomia e emancipação parte da luta por uma outra sociedade, inclusiva e justa.
A Pilula Anticoncepcional e uma historia silenciada
Inventado nos anos 1960, medicamento revolucionou a contracepção e o comportamento, mas tem sido questionado por mulheres que buscam menos hormônios e mais partilha de responsabilidade com os homens.
O texto faz um levantamento histórico sobre O QUE é a pílula anticoncepcional, QUEM inventou a pílula anticoncepcional, COMO foram feitos os testes da pílula, QUANDO o uso da pílula anticoncepcional ganhou escala, COMO a pílula anticoncepcional mudou o comportamento sexual, POR QUE o uso da pílula é questionado, entre outras questões de extrema relevância sobre a questão do corpo feminino, os limites e a relação com a pílula contraceptiva.
Na cidade de São Paulo há o registro de uma media de 197 estupros por mês, ou 6,5 por dia.
[vc_row][vc_column][vc_column_text]A pesquisa realizada em vários bairros da cidade apontou para os crimes sexuais que foram registrados junto a Secretaria de Segurança Pública/SP evidenciando que a cada dia a população enfrenta toda a gama de violência e agressões, sendo as mulheres as principais vitimas de estupros.
Confira matéria publicada no Jornal Folha de S.Paulo
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_btn title=”Leia a matéria” color=”warning” link=”url:http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fcotidiano%2F2017%2F09%2F1917036-cidade-de-sao-paulo-tem-quase-sete-casos-de-estupro-registrados-por-dia.shtml|||”][/vc_column][/vc_row]
Memórias Femininas na condição de Sobreviventes da Ditadura Militar no Brasil.
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Os traumas deixados pela ditadura militar diante da violência de gênero praticada contra as mulheres pode ser compartilhada em seus significados mais profundos , emocionais que nos absorve nos tornando parceiras e ouvintes atentas.
Documentário “Memórias Femininas da Luta Contra a Ditadura Militar”
O documentário é um projeto do Laboratório de Estudos do Tempo Presente (Instituto de História/UFRJ) que aborda a trajetória de mulheres que atuaram na resistência à ditadura militar brasileira a partir de depoimentos do acervo “Marcas da memória: história oral da anistia no Brasil”.
Coordenação:
-Maria Paula Araujo.
Pesquisa e montagem: equipe do Laboratório de Estudos do Tempo Presente (Instituto de História/UFRJ):
– Ana Caroline Alencar
– Barbara Fuentes
– Gabriela Machado
– Isadora Gomes
– Lays Corrêa
– Luca Romano
– Renato Dias Pais
Apoio:
– Universidade Federal do Rio de Janeiro e Comissão de Anistia do Ministério da Justiça[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row]
A História do tempo presente amplia os horizontes do historiador…
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Debates sobre a historia do tempo presente” tem reunido uma nova geração de historiadores que diverge da linha clássica de que ao historiador cabe dedicar-se ao passado,
na contra mão dessa perspectiva, reforço que estamos situando a historia como a ciência do homem ( mulheres e demais minorias) no tempo.
Na França o Instituto de Historia do Tempo Presente /IHTP criado em 1978 vem apontando para novos alvos e discussões disciplinares e politicas, inclusive com a inclusão de fontes documentais midiáticas; O momento de crise político do país tem provocado os historiadores a explicar justamente esse presente.
Acesse matéria do Folha de São Paulo:[/vc_column_text][vc_btn title=”Caderno Ilustríssima – FOLHA de 13/08/2017″ color=”warning” link=”url:http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Filustrissima%2F2017%2F08%2F1908986-crise-politica-amplia-interesse-pela-chamada-historia-do-tempo-presente.shtml|||”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row]
