Amelia Robles :

  Durante a Rev. Mexicana( 1910 – 1920) Amélia  que  nasceu em 1889, em  Xochipala, povoado do distrito de Bravos, no estado de Guerrero, no Mexico assumiu uma masculinidade . Segundo CANO/ 2004,  aprendeu  desde cedo o manejo de armas e cavalos, que não a  impediu que também fosse vinculada às filhas de Maria, congregação católica dedicada  à  formação espiritual das jovens.Ao  participar das lutas ,  Amélia descobriu “a sensação de ser completamente livre” – suas palavras – coisa que não conhecera  enquanto vivia como mulher no povoado . Suas  habilidades  com armas e domador de  cavalos  e atirador preciso provocavam a admiração nas  tropas revolucionarias  Zapatistas como ginete obtendo  reconhecimento de   de seus chefes  durante em que lutou na revolução mexicana (  de 1912 até 1918.). a masculinização de Robles , através da fotografia e de relatos  pós revolucionários   evidencia  a performance de gênero ( postura, vestuário e estilo de vida)  onde mulheres alteram os papeis tradicionais .

Excelente artigo  de Gabriela CANO, “Amélio Robles, andar de soldado velho: fotografia e masculinidade na Revolução Mexicana, Cadernos Pagu [online]. 2004, n.22, pp.115-150. http://www.scielo.br/pdf/cpa/n22/n22a06.pdf.

Resultado de imagem para Amelio Robles rev mexicana
Elisa  Sanchez Lorica:
em junho de 1901 ela assumiu uma identidade masculina para casar-se , inclusive na Igreja Católica, com Marcela  Gracia Ibeas.  Elas se  conheceram quando eram estudantes e passaram a conviver  como um casal  para calar possíveis  rumores  de praticas ” satânicas ” diante da homossexualidade feminina . O casal  que lecionava em uma escola   precisou fugir para Portugal, sendo  detidas em 16 de agosto de 1901 na cidade do Porto, e levadas à prisão com Marcela estando grávida.  e nem os detalhes da vida delas ao irem para a Argentina .

O fato transformou-se em filme  da cineasta espanhola Isabel Coixet  com o titulo  ‘Elisa y Marcela’, um drama romântico em preto e branco foi produzido pela Netflix.

https://brasil.elpais.com/brasil/2019/02/13/cultura/1550074514_072680.html

Marcela e Elisa no dia do seu casamento em 1901.