Segato nos inspira a pensar mais profundamente sobre o Assedio Sexual, o Estupro , o Machismo  e a Violência de Gênero.

Para a compreensão  da sociedade latino americana onde a violência de gênero  tem sido a tônica para a explicação dos altos índices de feminicídio: cito como exemplo  a  cidade de São Paulo em 2019, onde o índice cresceu para 154 casos entre janeiro e novembro, comparada as 134 ocorrências de 2018 .( G1, São Paulo, de 6/01/2020)

A antropóloga tem sido pouco compreendida quando afirma que “ O estupro não se baseia em um desejo sexual, não é a libido descontrolada de homens, não é porque sequer é um ato sexual. É um ato de poder, de dominação, é um ato político. Um ato que se apropria, controla e reduz as mulheres por meio da apreensão de sua intimidade.”

“O Estado opressor é um macho estuprador / O Estado opressor é um macho estuprador / O estuprador é você / O estuprador é você.”   Versos que foram incorporados como um hino  feminista mundial: “Um estuprador no seu caminho”, a música e a coreografia que nasceu no Chile e percorre praças de todo o mundo .

A autora prossegue  e  vai além  ao questionar  o pensamento  feminista quando diz  “que a violência de gênero é um problema de homens e mulheres”, e que não devemos  apontar o ” empoderamento das mulheres” como o elemento principal da violência de gênero, mas ” uma consequência da precarização da vida, da economia, de não pode se educar mais, ler mais, ter acesso a diversas formas de bem-estar”

.http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/579340-empoderamento-e-um-instrumento-de-luta-social

Rita Segato tem dado varias entrevista e publicado os resultados de suas pesquisas realizadas em vários países , inclusive no Brasil, quando analisou a questão da masculinidade nos presídios de Brasilia.

A entrevista dada pra o G1, Mundo esclarece pontos de vistas que a autora tem defendido. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/12/21/o-estupro-nao-e-um-ato-sexual-e-de-poder-de-dominacao-diz-rita-segato-a-feminista-que-inspirou-o-estuprador-e-voce.ghtml
 Os trabalhos da antropóloga argentina Rita Segato serviram de inspiração para o hino feminista que nasceu no Chile — Foto: Getty Images via BBC

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